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11.4.09

Au au!

Olhaaa que lindo!!!





Feliz Páscoa à todos vocês!

;*

20.1.09

Dor.

Toca o telefone e junto dele vem àquela notícia que não queremos nunca ouvir.
Uma vida que com um motivo ou sem motivo deixou de existir.
A reação é estranha. A sensação é horrível. As lembranças imediatamente voltam à memória como se tudo tivesse acontecido ali, agora, naquele instante. A vontade de gritar para ver se aquela insuportável dor passa é grande. Nada adianta. O choro ajuda a colocar uma pequena, quase que invisível parte da insuportável dor para fora.
Uma grande mulher, forte, guerreira que com sacrifício/amor, dificuldade/carinho, alegria/tristeza, pobreza/empenho deu origem a uma linda família.
A primeira lembrança que tenho é dos Natais. Quantos Natais! Os netos correndo pela casa visivelmente grande para o nosso tamanho, o muro baixo serviam de banco e encosto para os mais velhos, na sala o chão de madeira, que com seu barulho, denunciava a correria dos pequenos.
No quintal havia um pé de rosas, pobrezinho de quem colocasse o dedinho, mesmo que fosse para sentir o veludo das pétalas, no fundo a diversão era em volta de um pé de goiaba onde por inúmeras vezes me arrisquei a chegar ao ponto mais alto, mesmo correndo o risco de levar sérias broncas. Comíamos a fruta ali mesmo, com os pés descalços na terra debaixo da sombra da árvore que ora servia de diversão ora servia para descanso.
O sagrado almoço de domingo vinha sempre acompanhado de uma belíssima macarronada com molho vermelho e farinha. O macarrão era daquele espaguete furado. Curiosa, perguntei “vó como que fura esse macarrão?” a resposta estava na ponta da língua “ foi a vó que furou, antes de vocês chegarem” Depois do almoço a rede no alpendre, como ela dizia, não parava de balançar.
Seus cabelos negros, encaracolados sempre na altura do ombro, combinavam perfeitamente com a pele morena levemente enrugada. Os vestidos sempre com estampas discretas, o chinelinho de pano se arrastava o dia todo pela casa.
Com o passar do tempo à memória não é mais a mesma, a lucidez fica comprometida. O embaralhamento, o esquecimento vão ficando cada vez mais frequente. As atitudes e gesto algumas vezes são de criança. Uma criança que está se sentindo cansada, uma criança que sente que seu dever foi brilhantemente cumprido e que o momento agora é de descanso.
Sem pedir permissão, ela se vai, deixando aqui uma dor insuportável que com o tempo se transformará em saudades, uma saudade que será eterna.
Querida avó, faz pouca horas que a senhora está descansando, mas para nós aqui o tempo parece não querer colaborar ele insiste em andar lentamente por alguns instantes parece que está parado. A saudade já dói muito e a falta que sua presença faz é inexplicável.

Mas os risos, o gosto do macarrão furadinho, o barulho do chinelinho se arrastando pelo chão ficam....Mesmo que já tenham se baixado todas as cortinas.

13.10.08

Famíliaaa!!!









Ai como é bom ter uma família neh??Principalmente se ela for grande!!
Quando era mais nova, não entendia muito o significado da palavra “família”,era um tanto quanto anti-social,confesso,Não gostava de almoçar na minha avó,ficava até semanas sem ver meus primos e tios que moram perto.Que tempo perdido esse!Hoje percebo o quanto eu estava errada.
Não me imagino vivendo sem a presença de cada um deles hoje!
Esse fds foi o fds! Sábado programas com os primos e domingo almoço com os tios e alguns primos!
Reunir a família toda já virou sinônimo de bagunça, gritaria, desordem e muitaaaa risada. Domingo foi o encontro de varias gerações, foi o dia das “lembranças””pq naquele acampamento choveu muito,lembra?””não,não foi nesse foi no outro”” a para vai,vc nem sabe do q ta falando”.A casa cheia,todo mundo falando auto e ao mesmo tempo.Eu fiquei quieta,apenas observando.Que sensação boa,dava pra ver o brilho nos olhos de cada um.Alguns podem até achar careta,mas foi gostoso ficar ali,ouvindo as história antigas dessa família.Foi emocionante ver o orgulho que cada um tem do seu passado,da sua história .Minha família por parte de pai é bem grande,tenho 6 tios e um monte de primos!A cada dia que passa ela aumenta mais. É primo que se casa,que namora,bebê que nasce...uma maravilha!!Sinto orgulho em fazer parte dessa família, de estar no meio de pessoas tão maravilhosas como essas.
Sábado foi o dia da reunião dos mais jovens, ficou faltando uma pequena integrante do grupo que por ser jovem demais ainda não pode nos acompanhar, mais calma sua hora vai chegar!!
Fomos à um barzinho,com música ao vivo.Dançamos tanto,cantamos alto,rimos,gargalhamos,nos abraçamos,enfim...cheguei até a descobrir que minha família é dotada de talento para a dança!
Compartilhar momentos como esses, com pessoas tão queridas, é como ganhar na loteria. Não estou me referindo necessariamente ao dinheiro, pq nós conseguimos fazer com que o pouco se torne não muito, mas suficiente, me refiro sim a dimensão do prêmio, o quão grande e importante ele é. Só que para se ganhar nessa loteria,vc não precisa de sorte,não precisa acertar uma seqüência de números.Para se ganhar nessa loteria é preciso,observar atentamente o que acontece a sua volta e aproveitar cada momento,não como se fosse o ultimo,mas como se fosse singular.
Hoje tenho a consciência de que quem não tem família não tem nada.